A geografia da fome

A geografia da fome

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Os países produtores de alimentos têm batido recordes em suas safras, graças as novas tecnologias e aos avanços da agricultura. Mesmo assim, segundo a ONU, ainda existem no mundo 795 milhões de pessoas que sofrem com a fome. O número está descrito no relatório anual sobre a fome, chamado “Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015”.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os números da geografia da fome estão menores, apesar de ainda serem considerados altos. Na década de 1990, as pessoas expostas à fome representavam uma parcela muito maior do que a atual.

A ONU também apontou que, de 1990 a 2014, 72 países atingiram a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estipulava que as nações deveriam reduzir pela metade a incidência de desnutrição até o ano de 2015.

No mundo contemporâneo, os países mais pobres são os que mais sofrem com a fome. Entre essas nações extremamente carentes estão: Haiti, Guiné Equatorial, Zimbábue, Congo, Serra Leoa e São Tomé e Príncipe. Nestes países, o índice de pobreza é alarmante e grande parte da população vive com menos de 1 dólar por dia. Os países com os piores cenários estão na África.

Na América Latina e no Caribe, o índice de pessoas que passam fome caiu de 14,7% para 5,5% de 1990 até os dias atuais. Em contrapartida, a região da África Subsaariana concentra a maior taxa de desnutrição do mundo, com 23% de desnutridos.

A fome mundial é resultado da má distribuição de alimentos, dos conflitos entre as nações, dos desastres ambientais e do aquecimento global. Para minimizar o problema, os países precisam evitar o desperdício de alimentos, estabilizar a produção agrícola e criar políticas capazes de garantir o acesso à alimentação e à distribuição de renda.

Segundo a ONU, no Brasil as ações adotadas pelo governo conseguiram reduzir em 82,1% o número de pessoas que sofrem com a fome entre os anos de 2002 a 2014.

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