Também chamada blenorragia, a gonorréia é provocada por um gonococo, bactéria de forma arredondada que se instala nas mucosas. A infecção se localiza em diversas glândulas do aparelho genital do homem e da mulher e costuma afetar as mucosas da uretra, do colo uterino e do reto. O tratamento com penicilina e outros antibióticos é extraordinariamente eficaz para combater a gonorréia. A infecção pode deixar seqüelas graves: esterilidade, tanto no homem, se o epidídimo for atingido, quanto na mulher, se houver inflamação das trompas, e cegueira no recém-nascido contaminado pela mãe.
Durante muito tempo os especialistas acreditaram que sífilis e gonorréia eram a mesma doença. Só no início do século XX foram registrados progressos significativos na identificação das duas enfermidades, com a descoberta dos microrganismos que as causam e o desenvolvimento de testes de detecção. Entre 1940 e 1950 a erradicação dessas duas enfermidades parecia iminente, mas logo depois sua incidência voltou a aumentar. O recrudescimento foi provocado por diversas causas, entre as quais a redução das campanhas de prevenção, a crescente resistência dos microrganismos aos antibióticos e diversos fatores sociais que influenciaram o comportamento sexual.
