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Sífilis cardiovascular. A sífilis (lues) cardiovascular é hoje mais rara do que há trinta anos. É mais comum em homens do que em mulheres.
Após a infecção sifilítica inicial, o processo mantém-se latente durante quinze a vinte anos, para depois se manifestar clinicamente.
A sífilis não acomete diretamente o coração, mas sim a aorta, produzindo:
(1) dilatação (aneurisma), que se pode romper, dando hemorragias e causando a morte;
(2) lesões na válvula aórtica, que se torna insuficiente;
(3) estreitamento do orifício de saída das coronárias (estas saem diferentemente da aorta e vão irrigar o coração), causa dores anginosas e até morte súbita. O aneurisma constitui verdadeira tumoração pulsátil, de evolução progressiva. Ao crescer, causa modificações nos tecidos que o rodeiam, podemos até produzir erosões ósseas. O diagnóstico se faz através de anamnese, exame objetivo e exame radiológico. O tratamento varia com o tipo e a localização do aneurisma.
A cirurgia hoje resolve com êxito muitos casos de aneurismas. No Brasil as operações de aneurismas, com aplicação de enxertos, já vêm sendo feitas com êxito, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro.
[Autor: Desconhecido - Lido: 321 Vezes - Categoria: Doenças]
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